Dashboard

Guia prático para abandonar seus relatórios estáticos

Tão importante quanto executar novas ações de marketing, saber mensurar corretamente os resultados desses projetos é essencial para saber se eles estão dando certo.

Para isso, geralmente as empresas usam relatórios estáticos. Se você está lendo esse artigo, é porque provavelmente também usa esses relatórios e percebeu que eles não estão sendo efetivos para a sua análise.

Bom, vamos te mostrar a melhor forma de avaliar seu desempenho e como migrar seus relatórios estáticos de forma rápida e segura para não perder suas analises anteriores.

1. Qual a diferença de relatório estático e dashboard?

A definição mais simples para relatório é: um documento que oferece resultados de uma ação realizada em um determinado período ou situação.

Podemos dizer que um relatório é uma fotografia de dados, ou seja, uma vez que criado e finalizado, as informações não podem ser alteradas ou complementadas.

Já o dashboard é como um mapa mental em tempo real. As analises atualizam automaticamente e se quiser olhar um período especifico é só mudar a data.

Você também pode colocar seus comentários e ir alterando conforme o tempo passa. É possível acessar apenas com um link, o que te possibilita olhar seu dashboard em qualquer lugar e usando qualquer dispositivo.

2. É isso mesmo que você precisa?

Antes de mais nada, precisamos conversar com a equipe. Rever se a forma que estamos utilizando os relatórios é a melhor e se está funcionando.

Quais as necessidades da equipe? Quais KPIs estão sendo mensurados e quais realmente precisam ser? Qual o período que os relatórios estão sendo apresentados?

Compare as duas soluções, por um lado, se você precisa que seus dados estáticos funcionam para a equipe e apenas realizando um ou outro ajuste você consiga melhorar a performance de forma efetiva, não tem porquê mudar para dashboards.

Mas, por outro lado, o gerenciamento em tempo real ressalta pontos fortes e oportunidades, além de responder a ameaças e fraquezas que surgem em tempo real.

São mais intuitivos e práticos, pois você pode ajustar conforme a necessidade aparece e as reuniões passam a ser mais produtivas, pois conforme as perguntas surgem, você pode adicionar ou remover métricas na hora.

Além disso, eles possuem apenas o essencial e vão direto ao ponto, poupando o tempo e esforço daquelas anotações e introduções que deixam os relatórios com 20 páginas e fazem com que ninguém leia.

Algumas das situações que podem ser essenciais para ter um dashboard em tempo real:

  • Desempenho da marca – por exemplo, tendências em vendas, reconhecimento da marca e advocacia da marca
  • Desempenho do mercado – como análise da participação de mercado e progresso em relação aos concorrentes
  • Desempenho do produto – para tomar decisões sobre investimento ou desinvestimento em produtos / serviços com base em seu desempenho, durante um período de tempo

3. Cuidados que precisam ser tomados para migrar 

Ao passar para o dashboard, temos algumas dificuldades de migração bem comuns. São elas:

O que fazer com os dados manuais?

Um medo comum ao mudar de relatórios para dashboards é o que fazer com dados que não vão conseguir ser integrados, tais como número de vendas físicas ou resultados de anúncios OOH, por exemplo.

Para não perder esses dados, encontre uma plataforma que ofereça integração com planilhas do excel ou google planilhas, assim esses resultados poderão ser integrados ao seu dashboard.

Organização e apresentação dos dados

Dados contam histórias, e a forma com que estão organizados ajuda a entender melhor o que você está querendo passar. Por isso, organize de um jeito que todos entendam (precisa mesmo desse gráfico aranha?). Muitas plataformas já oferecem modelos prontos conforme seu objetivo para acelerar esse processo, como a Keep.i.

Alguns dos nossos modelos podem te inspirar a construir o seu dashboard com as métricas essenciais:

  • Website: Sessões, Taxa de Rejeição, Canais de Aquisição, tempo médio de sessão, visualizações da página, dispositivos de acesso e páginas visualizadas.
  • Website + Redes sociais: Sessões, Taxa de Rejeição, Canais de Aquisição, Páginas Visualizadas e Feed de Publicações.
  • Website + PPC: Sessões, Taxa de Rejeição, Origem e Meios de Acesso, Campanhas Ativas, Investimento, CPC, GAds – Conversão, GAds – Custo/Conversão, CTR, Cliques x Conversão e GAds – Palavras-Chave.
  • Website + E-commerce: Sessões, Usuários Únicos, Taxa de Rejeição, % de Novas Sessões, Taxa de Conversão de E-commerce, Receita Gerada, Transações, Receita Média por Transação, Produtos Mais Vendidos, Páginas VIsualizadas, Conversões Por Source/Medium e Receita Por Source/Medium.
  • Redes sociais: FB – Novas Curtidas, FB – Total de Seguidores, FB – Interações, IG – Seguidores do Instagram, IG – Conversões da Página, IG – Performance, Feed de Publicações e IG – Feed de Stories.
  • Redes sociais + Mídia Paga: Investimento, Impressões, Campanhas Ativas, CPM, CTR, Lista de Canais, Impressões x Investimentos, FB – Interações, IG – Performance, Feed de Publicações e IG – Feed de Stories.
  • Mídia Paga: Investimento, CTR, Campanhas Ativas, Lista de Canais, Impressões x Investimento, Anúncios Ativos, CPC, CPM, Visualização de Vídeo 100% e CPV 100%.

4. Mensurar os resultados

Após trocar para os dashboards e passar a analisar seus resultados por de um à três meses você já tem uma ideia se está funcionando ou não. Sua equipe ficou mais engajada? A apresentação de resultados está mais clara para todos

Peça feedback para a equipe e veja se há alterações que precisam ser feitas e se esse formato é o ideal para todo mundo.

A busca pelo melhor formato de entrega de dados traz resultados evidentes para as empresas. Saber claramente onde você precisa melhorar e como estão sendo feitas essa alterações de forma rápida e eficaz pode ser o diferencial que sua empresa está buscando para sair a frente da concorrência.